Entenda o setup do ACC

Manual interativo baseado nas seis telas anexadas: pneus, eletrônicos, combustível & estratégia, aderência mecânica, amortecedores e aerodinâmica. O foco é explicar o que cada controle faz na direção, o efeito típico ao aumentar/diminuir e como diagnosticar o carro na pista.

Como pensar em setup

Setup não é “mais alto = melhor”: é transferência de carga + pneu + plataforma aerodinâmica.

Entrada de curvaMeio de curvaSaída FrenagemZebra/bumpAlta velocidade
Regra de ouro 1 mudança → 1 teste Se você alterar cinco parâmetros ao mesmo tempo, não saberá qual deles resolveu ou criou o problema.

Visão geral: o que você está tentando controlar?

Pneu

O único contato com o asfalto

Pressão, temperatura, cambagem e toe determinam quanto do pneu trabalha e como ele responde ao volante, freio e acelerador.

Mecânica

Como a carroceria transfere carga

Molas/wheel rate, barras, bumpstops, diferencial e direção controlam rolagem, mergulho, tração e rotação.

Aero

Downforce e equilíbrio

Asa, splitter/divisor e alturas de rodagem definem o equilíbrio aerodinâmico. Mais carga costuma aumentar grip de alta, mas cobra em arrasto e sensibilidade.

Importante: os efeitos abaixo são tendências de engenharia/simulação. O resultado final depende do carro, pista, temperatura, combustível, pneus e do que já foi alterado. Um mesmo ajuste pode resolver um problema e criar outro.

Imagem 1 — Pneus: pressão, geometria e leitura de desgaste

Tela de pneus do Assetto Corsa Competizione
O que aparece na telapsitoecurvatura/cambercasterOMIdesgastetemperatura

Na imagem, o carro está com aproximadamente 25,2 psi na dianteira e 24,8 psi na traseira, toe dianteiro negativo e traseiro positivo, além de cambagem negativa. Os números são apenas o estado mostrado na tela — não são uma receita universal.

Pressão dos pneus (PSI)

Pressão dianteira / traseira
É a pressão a frio configurada no setup; a pressão muda com temperatura e uso.
cada roda separadamente
↑ AumentarDireção mais imediata e pneu com menos deformação. Pode reduzir a área de contato e aumentar a tendência de escorregar quando passa do ponto.
↓ DiminuirMais flexão e, em geral, maior contato mecânico. Se ficar baixo demais, o pneu trabalha excessivamente, aquece e fica “mole”/impreciso.

Na direção: mais pressão na dianteira tende a deixar o volante mais responsivo, mas pode tirar grip de meio de curva. Mais pressão atrás pode deixar a traseira mais viva e menos plantada; menos pressão atrás tende a favorecer tração, até o limite térmico.

Leitura prática: compare o PSI hot depois de algumas voltas limpas, junto das temperaturas. O número frio da garagem é apenas o ponto de partida. Guias recentes de ACC tratam a janela quente como o alvo de trabalho, e não a pressão inicial.
Toe — convergência/divergência
É o ângulo da roda visto de cima.
frente e traseira
↑ Valor positivoNa dianteira, tende a aproximar as rodas de toe-in: mais estabilidade em reta e menos nervosismo, com menor vontade de apontar. Na traseira, mais toe-in tende a estabilizar a traseira.
↓ Valor / mais negativoNa dianteira, mais toe-out tende a aumentar a resposta inicial e a rotação na entrada, mas pode deixar o carro mais nervoso e aumentar desgaste/arrasto. Na traseira, excesso de toe-out costuma reduzir estabilidade.

Na imagem: dianteira em -0,19° indica toe-out; traseira em +0,12° indica toe-in. É uma combinação típica de “frente que aponta” com “traseira mais presa”.

Curvatura / Camber
Inclinação da roda vista de frente. Valor mais negativo = topo da roda inclinado para dentro.
cada eixo
↑ Mais negativoMais capacidade de manter a banda de rodagem trabalhando quando o carro está apoiado em curva. Tende a aumentar grip lateral, mas pode prejudicar frenagem em linha reta e a distribuição térmica se exagerado.
↓ Menos negativo / rumo a 0Melhor contato em linha reta e, em geral, frenagem mais uniforme; em curva carregada pode perder suporte lateral.

Diagnóstico: use temperaturas interna/meio/externa e desgaste como evidência, não apenas sensação. Camber também interage com altura, rolagem e toe.

Caster
Ângulo do eixo de direção visto de lado.
principalmente dianteiro
↑ AumentarMais autoalinhamento do volante, maior estabilidade direcional e maior variação dinâmica de camber/ângulo de direção. Pode deixar o volante mais pesado e aumentar a diferença de comportamento durante a direção.
↓ DiminuirDireção mais leve e menos autoalinhamento; normalmente reduz a influência dinâmica do caster sobre camber e pode deixar o carro menos “ancorado” em alta.

Como ler a caixa “Últimas leituras” da imagem 1

OMI / temperaturas

As três leituras representam temperaturas do pneu do lado externo para o interno (a nomenclatura exata pode aparecer como O-M-I). A distribuição mostra onde a carga está sendo gerada.

Desgaste

Indica quanto material foi consumido. O desgaste do protetor (banda de rodagem) e do disco/estrutura devem ser observados junto do uso e temperatura.

PSI hot

É a pressão medida após o pneu estar aquecido. É mais útil para avaliar se a pressão inicial está levando o pneu para sua janela de funcionamento.

Por que quatro pneus importam?

Um carro pode parecer bom no volante e ainda estar sacrificando um eixo. Compare esquerda/direita e frente/trás depois de uma volta representativa.

Imagem 2 — Eletrônicos

Tela de eletrônicos do ACC
Controles mostradosTCABSMapa ECUVoltas de telemetriaTC2

TC — Traction Control

TC
Limita a patinagem das rodas motrizes.
na imagem: 5
↑ AumentarMais intervenção: reduz mais a patinagem. Saída de curva mais controlada e previsível, porém pode cortar torque antes do que você gostaria.
↓ DiminuirPermite mais wheelspin. Pode entregar mais aceleração se você controlar o acelerador, mas aumenta o risco de perda de tração, aquecimento e desgaste.

Na direção: TC não “vira” o carro; ele muda o quanto o motor consegue solicitar ao pneu na saída. Em pista de baixa aderência, um nível maior pode evitar que a traseira seja quebrada pelo acelerador.

TC2

TC2
Segundo estágio/ajuste de intervenção de tração, usado pelo modelo específico do carro.
na imagem: 5
↑ AumentarTende a tornar a gestão de tração mais conservadora/mais interventiva no estágio correspondente.
↓ DiminuirPermite mais liberdade para o pneu motriz escorregar no estágio correspondente.

A lógica e a interação exata do TC1/TC2 podem variar por carro; trate os dois como controles de uma mesma família, não como números universais.

ABS

ABS
Evita bloqueio das rodas durante a frenagem.
na imagem: 5
↑ AumentarMais intervenção contra bloqueio. Facilita estabilidade e consistência em frenagens fortes, especialmente quando a pista está escorregadia, mas pode aumentar a distância/atrasar a liberdade de frenagem se usado além do necessário.
↓ DiminuirPermite que o pneu se aproxime mais do limite de aderência antes da intervenção. Pode dar mais controle ao piloto experiente, mas aumenta o risco de travar uma roda.

Mapa ECU

Mapa ECU / Engine Map
Modifica a entrega/estratégia do motor conforme os mapas disponíveis no carro.
na imagem: 3
↑ Número maiorNão significa universalmente “mais potência”. O significado depende dos mapas daquele carro: alguns mapas priorizam potência, outros consumo, chuva ou comportamento.
↓ Número menorDa mesma forma, pode mudar entrega, consumo ou resposta conforme o carro. Consulte o comportamento específico do modelo.

Voltas de telemetria

Voltas de telemetria
Controle ligado ao registro/uso das voltas de telemetria do jogo.
na imagem: 0
↑ AumentarPermite registrar mais voltas para análise, quando suportado pela sessão/configuração.
↓ DiminuirMenor quantidade de voltas mantidas/registradas.

Imagem 3 — Combustível & estratégia

Tela de combustível e estratégia do ACC
A tela junta duas coisas diferentes: o estado atual do carro e o plano para o pit stop.

Combustível

Combustível (L)
Quantidade carregada na largada ou após abastecimento.
na imagem: 62 L
↑ AumentarMais autonomia e menos necessidade de reabastecer, porém mais massa: o carro fica mais pesado, freia e acelera um pouco pior e pode alterar o balanço.
↓ DiminuirMenos peso e, portanto, carro potencialmente mais ágil/rápido por volta; em troca, menos autonomia e maior risco de faltar combustível.

O jogo mostra uma estimativa de litros por volta. Para estratégia, some margem para volta de saída, tráfego, safety car e condições da corrida.

Pneu / conjunto de pneus

Composto e conjunto
Seleciona seco/molhado e o jogo de pneus a utilizar.
Mais setsNão deixa o carro mais rápido por si só; define quais jogos estão disponíveis/selecionados na estratégia.
Menos setsReduz opções de troca; em corrida, pode ser relevante para conservação e regras.

Com pista molhada, o composto correto muda completamente a quantidade de aderência disponível. Não tente “resolver chuva” apenas com asa, TC ou pressão.

Freios: pads e dutos

Pastilhas (freios dianteiros/traseiros)
A imagem mostra nível 2 nos dois eixos.
↑ Número de padO composto disponível depende do carro; níveis diferentes podem priorizar desempenho, duração ou condições específicas. Não trate 1→2→3 como “mais potência” universal.
↓ Número de padPode alterar mordida, consistência e durabilidade conforme o composto escolhido.
Dutos de freio
Controlam quanto ar chega ao conjunto de freio.
na imagem: 2 / 2
↑ AbrirMais refrigeração: ajuda a manter freios dentro da janela em stints longos, mas aumenta fluxo/arrasto e pode esfriar demais em condições frias.
↓ FecharRetém mais calor e reduz abertura aerodinâmica; útil quando o freio está frio, perigoso se levar a sobreaquecimento.

Estratégia de pit stop

Nº de pit stops

Define quantas paradas estão previstas no plano.

Combustível a adicionar

0 L significa que a parada mostrada não está planejada para reabastecer.

Pneu

Define o composto/jogo usado na parada.

Pressões no pit

Permite definir as pressões alvo que serão colocadas nos pneus na troca.

Imagem 4 — Aderência mecânica

Tela de aderência mecânica do ACC
Esta página mexe diretamente no balanço mecânico. Ela combina barras, força de frenagem, brake bias, steering ratio, wheel rate, bumpstop e diferencial.

Comandos do eixo dianteiro

Barra estabilizadora dianteira (ARB)
↑ Mais rígidaReduz rolagem do eixo dianteiro e tende a transferir mais carga lateralmente dentro desse eixo. Em geral, reduz grip mecânico dianteiro e pode aumentar subesterço.
↓ Mais maciaPermite mais rolagem e costuma liberar grip mecânico dianteiro, ajudando a entrada/meio da curva; se exagerar, o carro pode ficar lento de resposta.
Potência de freio
↑ AumentarMais torque de frenagem disponível. Freia mais forte com o mesmo curso, mas aumenta o risco de travamento se pneus/ABS não acompanharem.
↓ DiminuirPedal mais tolerante e menor capacidade máxima de frenagem; pode facilitar controle para quem trava rodas.
Balanço de freio (Brake Bias)
↑ Mais % na frenteMais força de frenagem na dianteira: aumenta estabilidade e reduz chance de traseira querer ultrapassar na frenagem, mas pode gerar subesterço na entrada e sobrecarregar dianteiros.
↓ Menos % na frente / mais atrásMais capacidade de rotação na entrada, mas aumenta o risco de traseira instável ou travando.

Na imagem: 59,0% dianteiro.

Relação de direção / Steering Ratio
↑ Relação numericamente maiorDireção geralmente fica mais lenta: precisa de mais volante para a mesma mudança de direção. Pode facilitar controle em alta.
↓ Relação numericamente menorDireção mais rápida: menos giro do volante para virar o mesmo ângulo. Pode melhorar agilidade, mas torna o carro mais sensível.

O sentido exato da escala deve ser conferido no carro, mas a lógica é a relação entre movimento do volante e ângulo da roda.

Wheel rate, bumpstop e diferencial

Taxa de roda / Wheel Rate
↑ AumentarMola mais rígida: plataforma mais firme, menos compressão/rolagem e resposta mais direta; pode perder aderência em bumps e zebras.
↓ DiminuirMais movimento e capacidade de copiar irregularidades, podendo aumentar grip mecânico; se macio demais, a plataforma pode afundar/oscilar e prejudicar aero.
Taxa de bucha / Bumpstop Rate
↑ AumentarQuando o carro entra no bumpstop, a resistência cresce mais rapidamente: ajuda a limitar compressão e manter plataforma, mas pode tornar o contato com zebra/batente brusco.
↓ DiminuirTransição mais suave ao entrar no bumpstop, permitindo mais curso; pode melhorar absorção, mas deixa mais movimento de carroceria.
Extensão de bucha / Bumpstop Range
↑ AumentarMais curso antes de o bumpstop atuar; a suspensão trabalha mais livremente antes de encontrar a resistência extra.
↓ DiminuirO bumpstop entra mais cedo, sustentando a plataforma mais rapidamente; pode ajudar controle de altura/aero, mas tornar o carro rígido em compressões.
Barra estabilizadora traseira
↑ Mais rígidaReduz grip mecânico traseiro relativo e tende a facilitar rotação/oversteer. Bom para liberar um carro que não gira, mas perigoso se a traseira já estiver solta.
↓ Mais maciaMais grip mecânico traseiro e estabilidade; tende a reduzir rotação e understeer de potência pode aumentar se a frente não acompanhar.

Na imagem: traseira em 2, dianteira em 4.

Pré-carga do diferencial
↑ AumentarO diferencial permanece mais “travado” em condições de baixa carga de torque/transferência. Pode estabilizar o carro e mudar a rotação em entrada/saída, mas pode reduzir a liberdade de cada roda girar na curva.
↓ DiminuirMais liberdade relativa entre rodas; pode ajudar rotação e reduzir resistência em certas fases, mas pode deixar a traseira menos previsível na transição.

Na imagem: 70 Nm.

Imagem 5 — Amortecedores

Tela de amortecedores do ACC
Quatro ajustes por roda: impacto, impacto rápido, recuo e recuo rápido.

Como ler “impacto” e “recuo”

Impacto / Bump (slow bump)
↑ AumentarMais resistência à compressão lenta. Controla mergulho na frenagem, agachamento na aceleração e movimentos lentos de rolagem. Pode deixar a plataforma mais firme, mas reduzir capacidade de copiar o asfalto.
↓ DiminuirCompressão lenta mais livre. A suspensão acompanha melhor e pode gerar grip mecânico, mas aumenta movimento da carroceria.
Recuo / Rebound (slow rebound)
↑ AumentarMais resistência quando a suspensão retorna. Controla a velocidade com que a roda “descarrega”. Excesso pode impedir a roda de acompanhar ondulações sucessivas e reduzir grip.
↓ DiminuirRetorno mais rápido. A roda recupera curso com facilidade, podendo melhorar aderência em sequências de bumps, mas deixa a carroceria menos controlada.
Impacto rápido / Fast Bump
↑ AumentarMais resistência a compressões rápidas: zebras, juntas e buracos. A carroceria fica mais protegida, mas o pneu pode “pular” sobre a zebra se ficar rígido demais.
↓ DiminuirMais capacidade de absorver impacto rápido. Normalmente favorece zebras/buracos, desde que não deixe o carro afundar demais.
Recuo rápido / Fast Rebound
↑ AumentarMais resistência ao retorno rápido depois de uma compressão/kerb. Pode controlar o carro, mas excesso pode “prender” a suspensão.
↓ DiminuirPermite retorno rápido. Pode ajudar a roda a recuperar contato depois de uma zebra, mas com menos controle do movimento.

Imagem 5: valores mostrados

EixoImpactoImpacto rápidoRecuoRecuo rápido
FL / FR8475
RL / RR5686

A leitura mais importante é relativa: dianteira e traseira não precisam ter os mesmos números. O objetivo é controlar os movimentos de cada eixo sem impedir o pneu de acompanhar a pista.

Imagem 6 — Aerodinâmica

Tela de aerodinâmica do ACC
A tela mostra altura de rodagem, asa traseira, divisor/splitter e dutos de freio. Também exibe a variação aerodinâmica dianteira.

Altura de condução / Ride Height

Altura dianteira e traseira
Distância do carro ao solo. Na imagem: frente 66 mm, traseira 69 mm.
↑ AumentarMais espaço para compressão e menor risco de tocar no chão; geralmente reduz parte da eficiência aerodinâmica por afastar o assoalho do regime ideal, mas o efeito exato depende do carro.
↓ DiminuirCentro de gravidade mais baixo e potencialmente maior eficiência aero; se baixo demais, pode bater no solo/bumpstop, perder estabilidade e gerar variação brusca de downforce.

Asa traseira

Asa traseira
Na imagem: 12.
↑ AumentarMais downforce e estabilidade na traseira, especialmente em alta e em curvas rápidas; também aumenta arrasto e reduz velocidade de reta.
↓ DiminuirMenos arrasto e mais velocidade de reta; em troca, menos suporte traseiro e maior sensibilidade em alta.

Divisor / Splitter dianteiro

Divisor
Na imagem: 0.
↑ AumentarNormalmente adiciona suporte aerodinâmico à frente e pode melhorar resposta/entrada em alta; aumenta a exigência sobre o equilíbrio aero e pode tornar a traseira relativamente mais solta.
↓ DiminuirMenos carga dianteira, mais estabilidade relativa atrás, com potencial perda de mordida em curvas rápidas.

Dutos de freio

Canais/dutos de freio
Na imagem: 4 dianteiro e 4 traseiro.
↑ AbrirMais ar para os freios; ajuda temperatura, mas pode aumentar arrasto e resfriar demais.
↓ FecharMenos ar, maior retenção de calor e menor abertura aerodinâmica.

Variação aerodinâmica dianteira

A caixa inferior da imagem calcula a mudança relativa do balanço dianteiro com base na diferença de altura e na configuração aero. Na tela mostrada, aparece aproximadamente -0,5%.

Isso é um indicador do efeito relativo do conjunto, não um “nível de downforce” absoluto.

Diagnóstico: do sintoma para o controle

Subesterço na entrada

Hipóteses: excesso de brake bias dianteiro, dianteira muito rígida, pouca pressão/temperatura útil na frente, toe/camber inadequados, diferencial muito resistente à rotação.

Testes possíveis: pequeno recuo do bias, ARB dianteira mais macia, revisão de pneu/geométrica.

Subesterço no meio

Hipóteses: pouca aderência dianteira, ARB dianteira rígida, aero dianteiro insuficiente, camber/pressão fora da janela.

Primeiro confirme pneus; depois mexa no eixo mecânico/aero.

Oversteer na entrada

Hipóteses: brake bias muito atrás, traseira muito rígida, pouca estabilidade de pneu traseiro, diferencial/transferência de carga.

Teste aumentar ligeiramente bias dianteiro ou liberar grip traseiro.

Oversteer na saída

Hipóteses: excesso de torque para o pneu, TC baixo, traseira rígida, pressão traseira inadequada, diferencial e/ou wheel rate traseiro.

Primeiro controle o acelerador e confirme TC/pressão; depois ataque mecânica.

Carro instável em alta

Hipóteses: pouca asa traseira, pouco downforce relativo atrás, plataforma instável, altura/ride height problemática ou traseira muito solta.

Aumentar asa pode estabilizar, cobrando reta.

Carro pula nas zebras

Hipóteses: fast bump/fast rebound altos demais, wheel rate rígido, bumpstop entrando de forma agressiva.

Teste uma alteração por vez.

O que não fazer

  • Copiar um setup de outro carro e assumir que os números têm o mesmo significado.
  • Mudar pressão, barra, asa, diff e amortecedor na mesma saída de pista.
  • Julgar pressão só pela tela de garagem; o comportamento quente é o que interessa.
  • Corrigir um problema de freio com asa ou um problema de zebra com brake bias.
  • Buscar “o setup mais rápido” sem registrar se você consegue repetir as voltas.

Método de acerto: uma volta científica

1. Fixe o baseline

Comece do preset seguro mostrado nas imagens ou de um setup conhecido. Não altere tudo.

2. Escolha uma pergunta

Ex.: “Quero menos subesterço no meio da curva de alta”.

3. Faça uma alteração pequena

Um ou dois cliques/unidades. Mudança grande demais dificulta entender o efeito.

4. Repita a mesma curva

Use a mesma linha, referência de freio e ponto de acelerador.

5. Compare dados

Tempo, temperatura, pressão hot, velocidade mínima e sensação.

6. Aceite trade-offs

Se ganhou entrada mas perdeu saída, o ajuste não é “bom” ou “ruim”: ele mudou o balanço.

Ficha de teste

ItemAntesDepoisO que mudou?
Parâmetrovalorvalorex.: ARB dianteira -1
Curvaex.: T3ex.: T3mesma referência
Comportamentosubesterçomenos subesterçoentrada/meio/saída
Tempo1:xx.xxx1:xx.xxxnão olhar apenas uma volta
PneusPSI/°CPSI/°Cconfirmar janela

Legenda das seis telas anexadas

Pneus
01 · PneusPressão, toe, camber, caster e leituras térmicas/desgaste.
Eletrônicos
02 · EletrônicosTC, ABS, ECU, telemetria e TC2.
Combustível
03 · CombustívelCombustível, pneus, freios e estratégia de pit.
Mecânica
04 · Aderência mecânicaARB, freios, direção, wheel rate, bumpstop e diff.
Amortecedores
05 · AmortecedoresSlow/fast bump e rebound em cada roda.
Aerodinâmica
06 · AerodinâmicaRide height, asa, divisor e dutos.